A partir de hoje (2), o PIX ganha mais proteção com a entrada em vigor do Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0. As novas normas, estabelecidas pelo Banco Central, tornam obrigatória a adoção de ferramentas mais inteligentes para combater fraudes e facilitar o ressarcimento de vítimas de crimes virtuais.
A grande inovação desta versão é o rastreio em "cascata". Até então, os bancos só conseguiam bloquear o dinheiro se ele ainda estivesse na conta original do criminoso.
Com a atualização, o sistema agora é capaz de seguir o rastro do dinheiro por várias camadas de transferência. Ou seja: mesmo que o golpista envie o valor para uma segunda ou terceira conta rapidamente, o mecanismo pode identificar e reaver o montante.
Para facilitar a vida do usuário, as instituições financeiras agora devem oferecer uma função de contestação rápida dentro do próprio menu do Pix no aplicativo. Isso elimina a necessidade de falar com um atendente humano em um primeiro momento, acelerando o processo de bloqueio.
Após a contestação, a análise e a devolução dos recursos podem ocorrer em até 11 dias.
O Banco Central espera que o compartilhamento de informações entre os bancos sobre as "contas laranjas" ajude a desmantelar quadrilhas especializadas, tornando o uso do Pix cada vez mais hostil para criminosos.


