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Notícias Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 09:15 - A | A

Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 09h:15 - A | A

Saúde

Janeiro encerrou com aumento de 25% de casos de malária em MT

O aumento no Estado indica elevação do risco de transmissão da doença, o que demanda intensificação das ações

Diário de Cuiabá

Somente nos primeiros 26 dias de janeiro de 2026, Mato Grosso registrou 70 casos de malária por local provável de infecção, o que representa um aumento de 25%, comparado ao mesmo período de 2025, com 56 notificações da doença.

De acordo com a Secretaria de Estado Saúde (SES-MT), esse crescimento indica elevação do risco de transmissão e demanda intensificação das ações de vigilância epidemiológica e assistência à saúde nos municípios.

O atual cenário levou a pasta a emitir alerta ambiental.

Conforme o órgão estadual, o aumento observado está associado, principalmente, à intensificação das atividades de garimpo ilegal, especialmente na região Noroeste do Estado, o que favorece a formação de criadouros do vetor Anopheles.

Outros fatores são alterações ambientais; maior fluxo migratório; e dificuldade de acesso oportuno aos serviços de saúde.

O monitoramento das autoridades aponta ainda que os municípios localizados ao longo da malha viária que conecta Mato Grosso aos estados da região Norte do país, bem como os municípios das regiões Noroeste e Sudoeste, apresentam maior risco de introdução e manutenção da transmissão da malária.

Na lista estão Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade e Nova Bandeirantes.

A Saúde reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte dos serviços de saúde, como unidades de pronto atendimento (UPAs); hospitais; unidades básicas de saúde; e demais serviços localizados em municípios de risco epidemiológico.

"Os profissionais devem suspeitar de malária em pacientes que apresentem febre; cefaleia; náuseas e/ou vômitos; calafrios; mialgia; mal-estar geral, principalmente quando houver histórico recente de deslocamento para áreas com transmissão ativa ou garimpo", destaca no boletim.

A recomendação aos municípios é intensificar a vigilância epidemiológica; sensibilizar as equipes para suspeição precoce; garantir a disponibilidade de testes rápidos e medicamentos; fortalecer ações de controle vetorial; e manter comunicação contínua com à Secretaria Estadual de Saúde.

A garantia é de que o Estado dispõe de testes rápidos para diagnóstico da malária, com resultado em aproximadamente 20 minutos, permitindo desde o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento à redução da gravidade dos casos.

"Todos os casos suspeitos devem ser testados e notificados imediatamente no SIVEP-Malária, conforme protocolos vigentes", orientou.

O QUE É - A malária é uma doença endêmica causada por um parasita chamado plasmodium.

Ele se instala nos mosquitos do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, e passa para o corpo humano no momento da picada.

O quadro clínico da malária pode ser leve, moderado ou grave, dependendo da espécie do parasita, da quantidade de parasitas circulantes, do tempo de doença e do nível de imunidade do paciente.

O diagnóstico precoce e o tratamento específico e oportuno são as únicas formas de evitar o agravamento do quadro e o óbito.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, que além de Mato Grosso é composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nesta região é maior que na região amazônica.

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