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Notícias Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 16:27 - A | A

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 16h:27 - A | A

Política

Câmara de Cuiabá lê segundo pedido de cassação contra vereador Chico 2000

A representação contra o vereador foi protocolada pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto.

Repórter MT

A primeira-secretária da Câmara Municipal de Cuiabá, Katiuscia Mantelli (PSB), leu, na sessão de hoje (5), o segundo pedido de cassação contra o vereador Chico 2000 (sem partido), que está afastado do cargo após ser alvo da Operação Gorjeta, deflagrada no último dia 27 de janeiro.

A ação policial investiga supostos desvios de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro.

A representação contra Chico 2000 foi protocolada pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto, que pede a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.

No documento, Juliano Rafael argumenta que as investigações em curso extrapolam a esfera individual do vereador e atingem diretamente a imagem da Câmara Municipal de Cuiabá.

"A Câmara de Cuiabá -MT e a respectiva cidade, foi maculada. O decoro parlamentar foi claramente violado! Ou os Nobres Edis concordam que os fatos, eis a pergunta aos Vereadores de Cuiabá, tais fatos orgulham o município de Cuiabá?", descreveu.

"Se a resposta a indagação for afirmativa, que se rejeite o prosseguimento a presente denúncia e que reverberem pelos átrios públicos de Cuiabá tal prática", completou.

Além desse pedido, Chico 2000 enfrenta outra representação, apresentada pelo advogado Julier Sebastião. Segundo ele, a recorrência de operações policiais envolvendo o vereador desgasta a imagem do Legislativo municipal. Julier também aponta que, mesmo afastado do cargo, Chico 2000 continua recebendo salário superior a R$ 30 mil.

A representação apresentada por Julier foi lida na sessão da última terça-feira (3) e encaminhada à Procuradoria do Legislativo, que irá analisar se há elementos suficientes para a abertura de processo de cassação.

Além da Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 676 mil em emendas parlamentares com a participação da empresa Chiroli Uniformes, o vereador também foi citado na Operação Perfídia, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), por suspeita de recebimento de propina em obras do Contorno Leste.

Chico 2000 ainda foi alvo da Operação Rescaldo, da Polícia Federal, que investiga a suposta compra de votos nas eleições de 2024.

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