Notícias

Ter - 27 de Janeiro de 2026
113.png

Notícias Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 09:28 - A | A

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 09h:28 - A | A

Cidades

Presidente da Câmara diz colaborar com investigação que aponta "rachadinha" de emendas

Paula Calil reforça que Legislativo não é alvo e que operação mira Ibrace, vereador e empresas por desvio e lavagem de dinheiro

Estadão Mato Grosso

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que a Casa de Leis colaborou com as diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) no âmbito dos desdobramentos da Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27).

Segundo a presidente, a atuação da Câmara ocorreu mediante autorização judicial, atendendo às determinações expedidas no curso da investigação conduzida pela Polícia Civil. Paula Calil ressaltou ainda que a Câmara Municipal não é alvo de qualquer apuração, tendo apenas cumprido ordens legais, como é dever de toda instituição pública comprometida com a legalidade e o fortalecimento das instituições democráticas.

A presidente também reafirmou que mantém uma condução firme, responsável e institucional à frente do Poder Legislativo, garantindo que a Câmara continuará colaborando com as autoridades sempre que solicitada, com serenidade, transparência e respeito às decisões judiciais. Por se tratar de procedimento que tramita em segredo de justiça, eventuais esclarecimentos adicionais, segundo ela, cabem exclusivamente aos órgãos responsáveis pela investigação.

A investigação tem como principal alvo o Instituto Brasil Central (Ibrace), localizado no bairro Morada do Ouro. O instituto é apontado como o ponto central do esquema criminoso que teria causado prejuízos ao município, atingindo especialmente a Câmara de Vereadores e a Secretaria Municipal de Esportes. O proprietário do Instituto Brasil Central é Alex Jones Silva, que figura entre os investigados.

As apurações também envolvem o vereador Chico 2000 (PL) e o empresário João Nery Chiroli, dono da empresa Chiroli Uniformes, ambos alvos das medidas judiciais no âmbito da operação.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado composto por vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário teria se associado com a finalidade de direcionar emendas parlamentares para o Instituto Brasil Central e para empresas específicas.

Após o repasse dos recursos públicos, parte dos valores era parcialmente “devolvida” ao vereador responsável pela destinação da emenda, segundo apontam os elementos reunidos pela investigação. Esse mecanismo é apurado como forma de desvio e lavagem de dinheiro, configurando, em tese, os crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. 

A Operação Gorjeta resultou no cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, acesso a dados armazenados em dispositivos móveis e medidas cautelares diversas da prisão. Entre as decisões, houve o afastamento de um vereador do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de servidores da Câmara Municipal.

A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil e da Deccor, com acompanhamento do Judiciário.

Comente esta notícia

institucional
facebook instagram tiktok whatsapp

Av. Archimedes Pereira Lima, 1200 - Jardim Itália, [email protected]

(65) 3612-0012