O empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes, e os servidores da Câmara de Cuiabá Rubens Vuolo e Alex Jones Silva, que também é presidente do Instituto Brasil Central, foram alvos da Polícia Civil hoje (27), durante a Operação Gorjeta, que cumpre 75 ordens judiciais contra um grupo criminoso acusado de direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa.
A Justiça determinou aos servidores a suspensão do exercício da função pública, o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 e a apreensão de bens móveis e imóveis.
De acordo com as investigações, parte do dinheiro público desviado era direcionada ao vereador Chico 2000, que também é alvo da operação e foi afastado do mandato parlamentar.
Os investigados também foram submetidos a três medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de manter contato entre si e com testemunhas; de acessar todos os prédios e dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes; e de deixar a comarca, além da determinação de entrega dos passaportes.
Outras ordens judiciais
Ainda como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos alvos investigados na operação.
Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil e quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além de 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
Ainda como parte das ordens judiciais, há o sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis; a determinação da suspensão das atividades do instituto investigado e a realização de auditorias pela Controladoria-Geral de Cuiabá em todos os termos de parceria firmados com o Município.
O Município também fica proibido de realizar qualquer tipo de contratação ou pagamento de valores às duas empresas investigadas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.
Já as investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), e o grupo criminoso pode responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.


