Os combustíveis ficarão mais caros em Mato Grosso e em todo o país a partir de hoje (1º), em razão dos novos valores fixos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual que incide sobre o preço dos combustíveis. Além da gasolina, do diesel e do biodiesel, o reajuste também impactará o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha.
O aumento do ICMS foi definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicado no Diário Oficial da União (DOU), e entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. Mato Grosso, assim como os demais Estados, é obrigado a seguir essa decisão.
Com as novas alíquotas, o ICMS da gasolina terá alta de 6,8%, o que representa um aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já o diesel e o biodiesel terão reajuste de 4,4%, equivalente a R$ 0,05 por litro, com o imposto subindo de R$ 1,12 para R$ 1,17.
Este é o segundo ano consecutivo de aumento do ICMS sobre os combustíveis. Em fevereiro de 2025, o imposto já havia sido reajustado.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), Claudyson Martins Alves, conhecido como Kaká, o aumento não está relacionado a decisões de distribuidoras ou revendedores, mas é consequência direta do reajuste tributário definido pelos secretários estaduais de Fazenda.
“Trata-se de uma decisão tomada no âmbito do Confaz, sobre a qual o setor não tem qualquer ingerência. Infelizmente, é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre os combustíveis, uma medida que pesa no bolso do consumidor”, afirmou.
Ainda conforme o presidente do Sindipetróleo, os reflexos da alta vão além das bombas. Com o aumento do diesel e do biodiesel, o custo do frete também sobe, o que acaba refletindo no preço dos alimentos e de diversos produtos que chegam à mesa do consumidor.
“O impacto não se limita ao abastecimento dos veículos. Com o aumento do diesel e do biodiesel, o custo do frete também sobe, o que acaba refletindo no preço dos alimentos e de diversos produtos que chegam à mesa do consumidor”, completou.


