O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), nesta última terça-feira (10_, para discutir a legislação que transferiu o território onde está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller para o município de Santo Antônio do Leverger. A principal demanda apresentada foi a revogação da norma e a permanência da unidade em área cuiabana. Também participaram do encontro os deputados Wilson Santos e Carlos Avalone.
Segundo o prefeito, a alteração territorial pode provocar entraves administrativos e atrasar a entrega do hospital, prevista para este ano. Ele ressaltou que a gestão plena sob responsabilidade de Cuiabá garantiria maior respaldo junto ao Ministério da Saúde, evitando prejuízos ao cronograma da obra.
Abilio argumentou ainda que o modelo de gestão firmado entre União, Estado e Município foi estruturado considerando a capital como responsável pelo monitoramento dos serviços e pela contratualização da assistência, o que, na avaliação dele, assegura maior capacidade de execução financeira e formalização de contratos.
Durante a reunião, representantes do hospital e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentaram análises técnicas sobre o funcionamento da futura unidade. O superintendente do hospital, Reinaldo Gaspar, apontou que a estrutura administrativa já consolidada em Cuiabá e a experiência da capital são fatores relevantes para a sustentabilidade do projeto.
O deputado estadual Wilson Santos classificou o encontro como produtivo e informou que o diálogo continuará nos próximos dias. Ele mencionou uma nova reunião prevista para sexta-feira envolvendo a Prefeitura de Santo Antônio do Leverger, a reitoria da UFMT e a equipe técnica do hospital, com possibilidade de avanço para um entendimento final.
A discussão ocorre após a aprovação de lei estadual que redefiniu limites territoriais na região do Morro de Santo Antônio, fazendo com que a área do hospital passasse oficialmente ao município vizinho. A expectativa das lideranças políticas e institucionais é chegar a um consenso até o fim do mês, evitando impactos na conclusão das obras e no início das atividades da unidade hospitalar.


