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Notícias Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09:11 - A | A

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09h:11 - A | A

Saúde

UFMT realiza pesquisa em morcegos para identificar e prevenir contra possíveis vírus

O trabalho é da mestranda Francisca Linalva Ferreira Braga orientada pelo professor Rafael Arruda, que é coordenador do Laboratório de Quiropterologia Neotropical do Campus Sinop

Assessoria

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no Câmpus de Sinop busca identificar vírus, fungos e bactérias que circulam em morcegos da região da transição Cerrado-Amazônia e que podem representar riscos à saúde humana. O objetivo é subsidiar políticas públicas de vigilância e prevenção de futuras zoonoses.

O trabalho é da mestranda Francisca Linalva Ferreira Braga orientada pelo professor Rafael Arruda, que é coordenador do Laboratório de Quiropterologia Neotropical do Campus Sinop. De acordo com a pesquisadora, o projeto parte da premissa de que entender a circulação de patógenos em morcegos é um passo essencial para antecipar surtos e criar estratégias de resposta rápida a possíveis emergências sanitárias. A coleta das amostras será feita de forma ética, com captura temporária dos animais e análise laboratorial por meio de técnicas moleculares e microbiológicas.

A região foi escolhida pela alta biodiversidade e intensa interação entre fauna silvestre, áreas urbanas e atividades humanas. Entre os patógenos que a equipe espera encontrar estão os respiratórios como Coronaviridae, Paramixovírus e Adenovírus, além de entéricos (relacionado ao intestino) como Rotavírus e Calicivírus já associados a morcegos em estudos anteriores realizados no Brasil. “Mato Grosso representa uma imensa lacuna desse conhecimento”.

Financiado por recursos do PPSUS, uma parceria entre Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT), os dados podem servir para gerar políticas públicas por parte da Secretaria Estadual de Saúde e do próprio SUS. Para Linalva, que é servidora da Secretaria de Saúde de Sorriso, a qualificação no PPGCAM é o caminho para uma gestão pública mais eficiente.

O trabalho da mestranda também é o de desmistificar a figura do morcego. Apesar de hospedeiros de diversos patógenos, esses animais são vitais no controle de pragas agrícolas, para a reprodução de espécies vegetais nativas e de cultivo através dos serviços de polinização e dispersão de sementes.

“Morcegos desempenham um papel essencial na manutenção dos ecossistemas nativos e também são relevantes para a manutenção das atividades humanas. Ao gerar conhecimento científico sobre os morcegos e desmistificar sua relação com doenças, o projeto apoia políticas de conservação e promove uma convivência mais equilibrada entre seres humanos e fauna silvestre”.

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