O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, detalhou nesa última quarta-feira (11) a estratégia do Governo de Mato Grosso para adquirir em definitivo o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
Com uma proposta de R$ 25 milhões à vista protocolada junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o projeto não se limita à manutenção dos serviços atuais, mas prevê uma expansão estrutural em toda a quadra ocupada pelo complexo.
O plano apresentado é dividido em seis eixos estruturantes, que garantem a continuidade de serviços críticos como oncologia, nefrologia e neurologia. Gilberto assegurou que, independentemente do desfecho judicial da proposta de compra, o Estado possui alternativas para que nenhum paciente seja desassistido.
O secreetário afirmou que serviços estratégicos, como angioplastias e cirurgias oncológicas, serão mantidos e ampliados. Com a aquisição definitiva, o Estado planeja transformar a unidade em um centro de diagnóstico moderno.
Se essa proposta não lograr êxito, como o governador disse, nós temos um plano A, B, C e D. Ninguém da população hoje assistida será abandonada por nós.
"Nós fizemos um estudo para utilizar o máximo daquela capacidade. Quem adquirir vai ter a possibilidade de ampliar o serviço naquela área. Vamos adquirir tomografia, ressonância e uma série de novos serviços para melhorar a assistência em todo o estado", afirmou o secretário durante coletiva de imprensa.
Habilitação federal
Questionado sobre a falta de habilitação da Santa Casa junto ao Ministério da Saúde para receber recursos federais — o que impacta o caixa da saúde estadual —, Figueiredo explicou que a estrutura física de 200 anos é o principal obstáculo. Segundo ele, as normas atuais de UTI e especialidades exigem adequações que o prédio, sob intervenção temporária, ainda não atendia plenamente.
O secretário também direcionou críticas à gestão federal do SUS. "O Ministério da Saúde segura as habilitações porque não tem recursos para financiar todos os pleitos, inclusive leitos de UTI. No estado de Mato Grosso, o que se produz em faturamento é muito inferior ao que os hospitais custam".
"Plano B, C e D" em caso de negativa da compra
Sobre a possibilidade de a Justiça do Trabalho rejeitar a proposta de R$ 25 milhões em favor de lances maiores (como o de R$ 40 milhões do Instituto Evangélico São Marcos, sediado em Santos (SP), ou os R$ 30 milhões da Prefeitura de Cuiabá), Figueiredo foi enfático ao dizer que o Estado não ficará de mãos atadas.
"O Governo de Mato Grosso não vai deixar de assistir nenhum processo. Se essa proposta não lograr êxito, como o governador disse, nós temos um plano A, B, C e D. Ninguém da população hoje assistida será abandonada por nós."


