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Notícias Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 16:28 - A | A

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 16h:28 - A | A

Política

PGE pede que Pedro Taques prove acusações que fez contra o governo de MT

Justiça fala em abuso do discurso político em uma tentativa de autopromoção

Repórter MT

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) ingressou com uma interpelação judicial contra o ex-governador Pedro Taques (PSB) em virtude de uma série de vídeos publicados em suas redes sociais. Na peça jurídica, o Estado utiliza esse recurso para "interpelar" o ex-gestor, que significa um pedido oficial de explicações. Na prática, a Pasta está intimando Taques para que ele fundamente e apresente provas sobre graves acusações de corrupção e ilegalidade em um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi S.A.

Nas postagens detalhadas pela PGE, Taques afirma que o acordo, celebrado em abril de 2024, teria ocorrido de forma sigilosa e "fora da lei", resultando no que ele classificou como "mais de R$ 308 milhões roubados do povo". O ex-governador utiliza termos fortes, mencionando a existência de uma suposta "organização criminosa" e "facção dos inhos", além de sugerir indícios de lavagem de dinheiro no pagamento de precatórios.

Em resposta, a PGE sustenta na interpelação que o acordo foi legal, transparente e homologado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O órgão destaca ainda que o Ministério Público de Contas (MPC) emitiu parecer favorável à negociação, não encontrando qualquer irregularidade. Para a Procuradoria, as declarações de Taques extrapolam a crítica política e atingem a honra dos procuradores e a imagem institucional do Estado.

Como a interpelação judicial é uma medida preparatória, Taques terá que responder formalmente se suas declarações possuem embasamento documental ou se são apenas opiniões pessoais. O procedimento serve para que o Estado decida, após as explicações, se entrará com processos por danos morais ou queixas-crimes. A Justiça também quer saber se ele levou tais denúncias aos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual ou o Tribunal de Contas (TCE).

Outro lado

Ao site, Repórter MT, o ex-governador afirmou que ainda não foi citado e, que quando ocorrer, os documentos serão apresentados na interpelação.

 

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