Notícias

Qua - 28 de Janeiro de 2026
113.png

Notícias Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 09:29 - A | A

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 09h:29 - A | A

Policial

Justiça manda bloquear R$ 1 milhão de mãe de prefeito que usou nome do filho para aplicar golpes em MT

Adriana Nunes Lunguinho de Almeida foi indiciada por usar nome do filho, o Dr. Thiago, para aplicar golpe de R$1 milhão

Redação

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Vínculo Quebrado, para cumprir medidas judiciais contra Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, 52 anos, acusada de utilizar o nome do próprio filho, o prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Gonçalo Lunguinho (União), para aplicar golpes financeiros e captar recursos de vítimas em Mato Grosso.

Entre as determinações judiciais estão a imposição de tornozeleira eletrônica, apreensão do passaporte, proibição de cadastro em plataformas de apostas e bloqueio de valores em contas bancárias, até o limite de R$ 1 milhão.

Além disso, o Judiciário proibiu a investigada de frequentar determinados locais — incluindo o estabelecimento comercial de sua propriedade — e de manter contato com as vítimas, salvo por intermédio de advogado. Também foi estabelecido o comparecimento trimestral em juízo e o recolhimento domiciliar noturno.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e cumpridas pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEVG), em Várzea Grande.

De acordo com as investigações, Adriana utilizava indevidamente o nome do filho para atrair investidores, alegando que os valores seriam destinados a empresas supostamente prestadoras de serviços ao município. A estratégia visava conferir credibilidade ao esquema e convencer as vítimas de que administrava empresas vencedoras de licitações públicas, o que, segundo a Polícia, era falso.

O delegado André Luis Prado Monteiro da Silva, responsável pela apuração, informou que o prejuízo já ultrapassa R$ 913 mil, considerando apenas as vítimas que formalizaram queixa. As investigações apontam que a fraude começou no final de 2024, com a promessa de lucros elevados. Contudo, a suspeita estava endividada devido ao vício em apostas online e utilizava parte dos valores captados para pagar credores alternados, incluindo possíveis agiotas, até que, no final de 2025, não conseguiu mais manter o esquema. Ao menos oito vítimas já procuraram a delegacia.

A investigada foi indiciada pelos crimes de estelionato e falsa identidade, já que o próprio prefeito também figura como vítima por ter o nome utilizado para conferir legitimidade às abordagens.

O delegado destacou ainda que há diferença entre as vítimas do golpe e pessoas que emprestaram dinheiro à investigada cobrando juros abusivos. Essa prática é considerada criminosa e pode enquadrar-se na Lei de Usura e em crimes contra a economia popular, além de possíveis extorsões. A apuração dessa vertente foi encaminhada à 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande.

Segundo o delegado, as medidas cautelares visam evitar fuga, assegurar o andamento do processo e possibilitar, quando possível, o ressarcimento dos prejuízos. A Justiça também determinou a proibição do acesso a sistemas de apostas online, conforme regulamentação do Ministério da Fazenda (Portaria SPA/MF nº 1.231/2024), que estabelece diretrizes de monitoramento e fiscalização do setor.

Caso haja descumprimento das medidas, a prisão preventiva poderá ser decretada na fase judicial.

Comente esta notícia

institucional
facebook instagram tiktok whatsapp

Av. Archimedes Pereira Lima, 1200 - Jardim Itália, [email protected]

(65) 3612-0012