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Notícias Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 14:27 - A | A

Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 14h:27 - A | A

Economia

Guerra no Oriente Médio dispara preço do petróleo e pressiona alta dos combustíveis em Mato Grosso

O movimento é reflexo da valorização de aproximadamente 18% nas cotações internacionais do petróleo nos últimos dias

Repórter MT

A escalada das tensões militares entre Estados Unidos, Israel e Irã começou a impactar diretamente o bolso dos motoristas em Mato Grosso. O Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado (Sindipetróleo) emitiu um alerta informando que, embora a Petrobras ainda não tenha alterado os preços em suas refinarias, a maioria das distribuidoras já elevou os valores de venda para os postos revendedores nesta semana.

O movimento é reflexo da valorização de aproximadamente 18% nas cotações internacionais do petróleo nos últimos dias. Como parte relevante do abastecimento nacional depende de combustíveis importados, os novos custos estão sendo internalizados pelas distribuidoras antes mesmo de qualquer anúncio oficial do governo federal.

A cotação internacional do barril no Petróleo Brent registrou um salto de 9,18% às 14h26 (horário de Brasília) deste dia 6 de março. O valor atingiu os US$ 93,55, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio.

Em Mato Grosso, a defasagem no preço da gasolina em relação ao mercado externo já chega a 17%, enquanto no diesel o índice atinge 29%.

De acordo com o Sindipetróleo, os postos são o último elo da cadeia e não possuem controle sobre os reajustes impostos pelas companhias distribuidoras.

A tendência é que os preços ao consumidor final subam à medida que os estoques antigos se esgotem e as novas remessas, com valores inflacionados, cheguem às bombas de Cuiabá e do interior.

Além do fator internacional, o setor já vinha monitorando os impactos da atualização das alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), que entrou em vigor no início de 2026.

A combinação de impostos mais altos com a crise geopolítica no Estreito de Ormuz cria um cenário de incerteza para o setor de transportes e para o agronegócio mato-grossense, que prevê um crescimento de 6% no consumo de diesel para este ano.

A entidade ressalta que continuará acompanhando a volatilidade do mercado externo para orientar os revendedores e informar a sociedade sobre as variações de custo que fogem à governança dos empresários locais.

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