Neste último sábado (7), o governador do estado de Mato Grosso Mauro Mendes, disse que o apoio de lideranças nacionais, como do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não deverá ser um fator determinante para definir quem vai assumir o Palácio Paiaguás nos próximos quatro anos.
A declaração ocorreu após ele ser questionado pelo jornalistas, durante o ato de filiação do partido Podemos, sobre a visita do senador Wellington Fagundes (PL), a Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Durante o encontro, Fagundes esteve acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que saiu fortalecido da reunião, que teria durado cerca de duas horas. De acordo com o senador, Bolsonaro teria endossado decisões da direção nacional do Partido Liberal, presidido por Valdemar Costa Neto, e reforçado a união das lideranças da direita.
Ao comentar o assunto, Mauro Mendes disse que respeita a liderança política de Bolsonaro, mas ressaltou que o eleitor mato-grossense irá avaliar principalmente a capacidade de gestão dos candidatos.
“Olha, eu não ouvi isso do Bolsonaro, mas cabe a ele ou um porta-voz direto dele falar sobre isso. Entretanto, temos que reconhecer a liderança que ele tem, mas eu tenho certeza que os mato-grossenses vão julgar”, afirmou.
O governador reforçou que a escolha do eleitor deve considerar a capacidade de gestão do candidato, e não apenas o apoio político recebido.
“Não é o apoio de Mauro Mendes, não é o apoio de Bolsonaro, Lula ou quem quer que seja. Quem vai estar administrando o estado de Mato Grosso é quem vai estar sentado naquela cadeira. Eu nunca vi apoio resolver os problemas”, declarou.
Ele ainda destacou que a responsabilidade de governar exige preparo e competência administrativa.
“Quem resolve os problemas é quem está sentado com uma caneta na mão. E aí tem que olhar a experiência, a competência, a honestidade, a capacidade, que é isso que vai determinar o futuro daquilo que vai acontecer em Mato Grosso”, completou.


