Em Cuiabá, o início do ano letivo da rede municipal de ensino está previsto para o dia 2 de fevereiro próximo. No entanto, o atraso no início da semana pedagógica, etapa fundamental para o planejamento das atividades escolares e preparação dos profissionais da educação, preocupa a Comissão de Educação (CE) da Câmara Municipal.
Desafios como estes foram discutidos durante a primeira reunião ordinária do ano realizada no começo dessa semana. No ano passado, a rede municipal contou com pouco mais de 57,5 mil estudantes matriculados, distribuídos por 179 unidades de ensino, que incluem os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), nas zonas urbana e rural.
Durante o encontro, também foram discutidas questões relacionadas à estruturação das unidades escolares, incluindo demandas por manutenção e adequações necessárias para garantir um ambiente adequado a alunos e servidores.
Outra preocupação refere-se ao atraso nos repasses de recursos aos diretores escolares, destinados à manutenção das unidades. Essa situação, conforme os membros da comissão, compromete a realização de serviços básicos e pode impactar diretamente o funcionamento das escolas.
A comissão alerta ainda para o não pagamento à empresa terceirizada responsável pelo transporte escolar nas comunidades rurais na Capital. De acordo com o presidente da comissão, Daniel Monteiro (Republicanos), caso o problema não seja solucionado com urgência, haverá prejuízo aos alunos que dependem do transporte para acessar as unidades de ensino. “Estamos falando de alunos que podem ficar sem aula desde o primeiro dia, caso essa pendência não seja resolvida”, alertou.
Vice-presidente da comissão, Michelly Alencar (União), reforça que a falta de estrutura e o atraso no repasse de recursos aos diretores comprometem a manutenção diária das escolas.
“Os gestores escolares precisam desses recursos para resolver demandas básicas do dia a dia, como pequenos reparos, limpeza e organização dos espaços. Sem esse repasse, as unidades ficam vulneráveis e quem sofre as consequências são os alunos e os profissionais da educação”, disse.
A comissão definiu o envio de um convite formal ao secretário da pasta, Amauri Monge, para que apresente o cronograma efetivo das demandas apontadas pelos membros durante a reunião, com o objetivo de buscar soluções imediatas e assegurar o pleno funcionamento da rede de ensino.


