O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou a recente mudança de cenário político na Venezuela, com a queda do ditador Nicolás Maduro. Em entrevista, o gestor afirmou que a deposição do regime ocorreu "da melhor forma" e demonstrou otimismo quanto ao retorno dos imigrantes venezuelanos que vivem atualmente na Capital mato-grossense.
Abilio, que chegou a publicar um vídeo comemorando o fato, destacou que muitos venezuelanos em Cuiabá são refugiados que fugiram da fome e da repressão.
"Comemorei junto com a população venezuelana que mora aqui em Cuiabá. São refugiados pela fome, pelas dificuldades financeiras, pela falta de liberdade de imprensa e de comunicação", afirmou o prefeito.
Para o gestor, o sentimento de retorno à pátria é comum entre os imigrantes.
"Todo povo que vive fora da sua pátria espera que ela melhore para que possa voltar. A maioria que está fora da Venezuela ama o país e tem o prazer em voltar. Não retornam agora por causa das circunstâncias econômicas, da fome e da ditadura. Assim que as coisas melhorarem, tenho certeza que eles voltarão", declarou.
Críticas à ditadura Abilio reforçou que a situação no país vizinho era insustentável, citando o loteamento do petróleo para governos aliados ao comunismo enquanto a população sofria com a falta de medicamentos e alimentos. Ele defendeu que a intervenção e a mudança brusca foram necessárias devido ao comprometimento das instituições venezuelanas.
"O judiciário da Venezuela está corrompido. Não era mais uma democracia, as eleições eram fraudadas e não reconhecidas. O povo quer o fim da ditadura e liberdade de expressão. Eles preferem que qualquer outro país intervenha, porque perderam as esperanças no processo natural dentro do próprio país", pontuou.
Comparação entre Bolsonaro e Lula Ainda durante a entrevista, Abilio comentou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que sofreu uma queda na prisão. O prefeito criticou o tratamento dado ao aliado em comparação ao período em que o presidente Lula (PT) esteve preso.
"Se o Bolsonaro tivesse pelo menos o mesmo tratamento que o Lula teve, já seria melhor. O Lula dava entrevistas, tinha liberdade, fazia o que queria. Infelizmente, não é a mesma circunstância. O Lula foi preso por corrupção, o Bolsonaro está sendo trazido pela oposição. É o Brasil que nós vivemos", concluiu o prefeito, defendendo que a situação só mudará com um novo processo eleitoral.


